Sábado, 21 de Fevereiro de 2009
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Radio portuguesa on-line

RadioNovaVaga - On-Line



publicado por barbudo_foleiro às 14:24
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007
Meiokg

                                                                   

                                                                                           




 

 

                
 

 

                               
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publicado por barbudo_foleiro às 14:41
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007
Mãe
 

SO POR AMOR
Oi Mãe

Que bom dizer teu nome
Mesmo que não possa me ouvir
Que bom contornar os dedos pela tua face
Mesmo que você não possa sentir
Que bom percorrer teu álbum de foto
Maior herança de tua presença
Que bom poder te amar tanto
Sabendo que mesmo distante ira sentir

Um dia Deus determinou
Que eu iria existir
E deste amor intenso que brotou
E na semente fecundou
Em momentos de profundo amor
Vencendo a maior corrida da vida
Para tua alegria infinita
Em teu útero me alojei

Neste pequeno habitat
Que por tempos passei
Conheci tuas ânsias
Ou profundo mal estar
Que mesmo querendo evitar
A natureza ou a sábia ciência
Sempre soube explicar
E em teu ventre, gerei
Ouvia tua voz baixinha
Acompanhava teu caminhar
Que depressa ou lento
Levava-me a embalar
Tuas canções de ninar
Sempre a me acariciar
Onde teu toque singelo
Ensinou-me a te amar.



publicado por barbudo_foleiro às 16:26
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Sábado, 14 de Abril de 2007
Foleiro


Amigos... seremos siempre amigos
para contar nuestras penas una a una
y tendremos así como testigos
al sol, al viento, a la noche, o a la luna.

Viajaremos a un mundo distante
para buscar con todo el empeño
¡Y seremos como el caminante
que cabalga buscando su sueño!.

Amigos siempre sobre todas las cosas
como van unidos espinas y rosas
sin que importe nunca distancia ni tiempo
tú serás la lluvia... yo tal vez el viento.

Y así seguiremos como lo hacen pocos,
buscando en la vida nuestros sueños locos
y si algo pasara ¡Escucha lo que te digo
por todos los tiempos... yo seré tu amigo!



publicado por barbudo_foleiro às 07:39
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Norte
 

norte

Viajei para norte, para o desconhecido
Principiou como mais uma longa jornada a solo
Inesperadamente, ou talvez não, já não estava só
A tentação de ficar era uma emoção virgem

O prazer solitário viajante estava quebrado
O sardónico vento nunca me devolveu ao Sul, a Lisboa
A minha varanda sobre o Atlântico acumula pó e sal
Agora, não mais um nómada, apenas conheço um destino

Onde quer que estejas, será o meu próximo porto
Longe de ti a companhia de outros é banal
Aprecio o destino, já não apenas o trajecto
Pela primeira vez consigo sentir genuinamente a solidão.

 

Jigsaw Puzzle by Crazyprofile.com


publicado por barbudo_foleiro às 07:36
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007
poema da indiferença


hoje eu morri (ou o poema da indiferença)

Dou passos arrastados na areia
A maré removerá todos os vestígios                               
Arbustos mortos rolam na rebentação
O horizonte respira melancolia
Navios duvidosos vogam em direcção a Ormuz
Pescadores enrolam redes remendadas
Um gato procura abrigar-se da pesada chuva
O chamamento do mulá perde-se nas ondas
Recitando uma oração volátil
Mensagens de submissão incondicional
Cantos para Deus, que não desejo ouvir.

Sou aquele que sempre deu a outra face
Fui mil e uma vezes agredido
E em mil ocasiões tudo perdoei
Educado para dar, sem nada esperar
Nunca neguei um apoio gentil
Jamais regateei uma palavra doce.

Porém, hoje eu morri
A visão do mundo turvou-se
Os sons destilaram-se em silêncio
O sangue esvaiu-se lentamente
Parti sem prantos ou lágrimas
Quando me quis, já não me encontrei.

O meu fantasma acordou agnóstico
Ergueu-se com um sabor de fel na boca
Olhou para inúmeras cicatrizes por sarar
Todavia sentiu-se incapaz de sofrer
Sacudiu a areia dos farrapos que lhe cobriam a alma
Soltou o espartilho dos seus valores
Envergou vestes de imaculado negro
Sorveu uma deliciosa taça de indiferença
Sentiu-se mais vivo que em vida
Já nem todas as faces merecem um sorriso.





publicado por barbudo_foleiro às 16:26
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2007
patético
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Jigsaw Puzzle by Crazyprofile.com
 
patético 

Desconheço o que o amanhã anunciará.
Todavia continuo a enviar cartas patéticas.
Porém não as escrever seria absurdo.
Palavras e pensamentos encarcerados são um veneno oculto.
Podem induzir um coma de antecipação.
Resta-me apenas celebrar as minhas fraquezas.
Já que meditar nas cogitações da vida é absolutamente fútil.



publicado por barbudo_foleiro às 23:03
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viver de ar


Inspiro e sinto o teu aroma.
Cheiro agridoce de sol após a tempestade.
Fragrância bravia de flor.
Irresistível torrente de absinto,
Dopamina que se apodera da percepção,
Concede-me mil sentidos secretos,
Alucinógena, eleva-me no firmamento,
Um doce arco-íris que nutre a Primavera.
E viajo nas suas metamorfoses.
Toco reflexos de estrelas-do-mar,
Vogo sem porto ou destino,
E sem jamais o demandar.

Longe, sei que te amo.
Na harmonia de um poema de Nizami,
Douras cada grão do meu tempo,
Como o mar que acaricia a terra,
Ao jeito do vento que esculpe o deserto.
Vejo a atmosfera que abraça o planeta,
E vivo para o prazer de respirar.


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publicado por barbudo_foleiro às 23:02
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'blues' de Manila
 

                       
'blues' de Manila

O furioso mar do sul da China cavalga o paredão
Uma vela rasgada voa como um tapete mágico
Num formigueiro a multidão erra fustigada pela ventania impiedosa
Uma motorizada desliza entre os jeepneies encalhados

A favela é uma vasta galáxia de buracos negros
Rios de lama juntam forças num delta de lodo
Gado morto alimenta uma alcateia de cães frenéticos
Barracas semi-arrasadas albergam crianças semi-nuas

Orações são cantadas ao cadência das ondas
Inclemente, a natureza acusa, julga and pune
O tufão sibila com a límpida voz do agouro
Uma melodia familiar, um refrão de pranto e tragédia



publicado por barbudo_foleiro às 23:01
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uma vida vulgar
 
uma vida vulgar

Um cinzento Sabat numa vida vulgar.
A chuva martela gentilmente a relva.
Uma sirene da polícia apaga-se na distância.
Livros abertos jazem abandonados no soalho.

O jovem engole mais um par de comprimidos
Apenas outro ritual executado em vão.
Tentou sentir ciúme, tento sentir raiva.
Já não confia. Já não acredita.

Traz lágrimas por verter, que jamais secarão,
Usa a contemplação para ocultar a ociosidade,
Desejando jamais ter escrito cartas de amor,

Recordando a montanha-russa emocional,
Saboreando a perfeita embriaguez da insónia,
Perseguido por uma orgulhosa fé no futuro.

Um passado capturado em fotos de encontros insanos.
Momentos fugidios de felicidade para um coração aprisionado.
A solidão dos aeroportos preenche as suas memórias.
Em cada página do seu passaporte um poema para ela.

Silenciosa e fria personificação de Nemesia,
Tudo o que ela lhe concedeu foi tristeza.
As feridas de uma alma violada estão ainda frescas.
Mas amor é o que permanece na sua ausência.




publicado por barbudo_foleiro às 22:59
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