SO POR AMOR
Oi Mãe
Que bom dizer teu nome
Mesmo que não possa me ouvir
Que bom contornar os dedos pela tua face
Mesmo que você não possa sentir
Que bom percorrer teu álbum de foto
Maior herança de tua presença
Que bom poder te amar tanto
Sabendo que mesmo distante ira sentir
Um dia Deus determinou
Que eu iria existir
E deste amor intenso que brotou
E na semente fecundou
Em momentos de profundo amor
Vencendo a maior corrida da vida
Para tua alegria infinita
Em teu útero me alojei
Neste pequeno habitat
Que por tempos passei
Conheci tuas ânsias
Ou profundo mal estar
Que mesmo querendo evitar
A natureza ou a sábia ciência
Sempre soube explicar
E em teu ventre, gerei
Ouvia tua voz baixinha
Acompanhava teu caminhar
Que depressa ou lento
Levava-me a embalar
Tuas canções de ninar
Sempre a me acariciar
Onde teu toque singelo
Ensinou-me a te amar.
Amigos... seremos siempre amigos
para contar nuestras penas una a una
y tendremos así como testigos
al sol, al viento, a la noche, o a la luna.
Viajaremos a un mundo distante
para buscar con todo el empeño
¡Y seremos como el caminante
que cabalga buscando su sueño!.
Amigos siempre sobre todas las cosas
como van unidos espinas y rosas
sin que importe nunca distancia ni tiempo
tú serás la lluvia... yo tal vez el viento.
Y así seguiremos como lo hacen pocos,
buscando en la vida nuestros sueños locos
y si algo pasara ¡Escucha lo que te digo
por todos los tiempos... yo seré tu amigo!
| norte Viajei para norte, para o desconhecido O prazer solitário viajante estava quebrado Onde quer que estejas, será o meu próximo porto |
hoje eu morri (ou o poema da indiferença)
Dou passos arrastados na areia
A maré removerá todos os vestígios
Arbustos mortos rolam na rebentação
O horizonte respira melancolia
Navios duvidosos vogam em direcção a Ormuz
Pescadores enrolam redes remendadas
Um gato procura abrigar-se da pesada chuva
O chamamento do mulá perde-se nas ondas
Recitando uma oração volátil
Mensagens de submissão incondicional
Cantos para Deus, que não desejo ouvir.
Sou aquele que sempre deu a outra face
Fui mil e uma vezes agredido
E em mil ocasiões tudo perdoei
Educado para dar, sem nada esperar
Nunca neguei um apoio gentil
Jamais regateei uma palavra doce.
Porém, hoje eu morri
A visão do mundo turvou-se
Os sons destilaram-se em silêncio
O sangue esvaiu-se lentamente
Parti sem prantos ou lágrimas
Quando me quis, já não me encontrei.
O meu fantasma acordou agnóstico
Ergueu-se com um sabor de fel na boca
Olhou para inúmeras cicatrizes por sarar
Todavia sentiu-se incapaz de sofrer
Sacudiu a areia dos farrapos que lhe cobriam a alma
Soltou o espartilho dos seus valores
Envergou vestes de imaculado negro
Sorveu uma deliciosa taça de indiferença
Sentiu-se mais vivo que em vida
Já nem todas as faces merecem um sorriso.
patéticoDesconheço o que o amanhã anunciará.
Todavia continuo a enviar cartas patéticas.
Porém não as escrever seria absurdo.
Palavras e pensamentos encarcerados são um veneno oculto.
Podem induzir um coma de antecipação.
Resta-me apenas celebrar as minhas fraquezas.
Já que meditar nas cogitações da vida é absolutamente fútil.
Inspiro e sinto o teu aroma.
Cheiro agridoce de sol após a tempestade.
Fragrância bravia de flor.
Irresistível torrente de absinto,
Dopamina que se apodera da percepção,
Concede-me mil sentidos secretos,
Alucinógena, eleva-me no firmamento,
Um doce arco-íris que nutre a Primavera.
E viajo nas suas metamorfoses.
Toco reflexos de estrelas-do-mar,
Vogo sem porto ou destino,
E sem jamais o demandar.
Longe, sei que te amo.
Na harmonia de um poema de Nizami,
Douras cada grão do meu tempo,
Como o mar que acaricia a terra,
Ao jeito do vento que esculpe o deserto.
Vejo a atmosfera que abraça o planeta,
E vivo para o prazer de respirar.
| 'blues' de Manila O furioso mar do sul da China cavalga o paredão A favela é uma vasta galáxia de buracos negros Orações são cantadas ao cadência das ondas |
| uma vida vulgar
Um cinzento Sabat numa vida vulgar. O jovem engole mais um par de comprimidos Traz lágrimas por verter, que jamais secarão, Recordando a montanha-russa emocional, Um passado capturado em fotos de encontros insanos. Silenciosa e fria personificação de Nemesia, |